Ninguém te avisa que o primeiro dia depois de encerrar um ciclo parece um pós-jogo que você não pediu pra jogar.
Você acorda, olha pro teto, respira… e pensa: “ok. agora eu sou só eu. e eu preciso lidar com isso”.
E de repente, qualquer sinal mínimo de interesse genuíno já aciona o modo fuga.
Porque antes eu entrava de coração aberto… e levei pancada emocional o suficiente pra aprender que confiar rápido é pedir pra se lascar.
Toda vez que alguém vai embora, uma parte da gente vira concreto armado.
E o que não vira concreto, a gente empacota e joga longe junto com a pessoa.
Dizer adeus ficou simples.
Complicado é acreditar que eu mereço alguém que trate o meu mínimo como mínimo… e não como luxo.
Eu construí muros.
Não cercas.
Muros.
Altos. Espessos. Sem janela.
É meu jeito de não deixar mais ninguém brincar com a minha vulnerabilidade como se fosse brinde de aniversário.
E quer saber a parte mais louca?
Ser só parece mais seguro.
E se isso soa egoísta pra alguém… ótimo.
Pelo menos egoísmo não me destrói.
Eu aprendi a me proteger.
E eu não vou me desculpar por isso.