Acho que nunca estive tão sozinha. É o tipo de solidão que ecoa, sabe? Todo santo dia minha mente insiste em projetar o filme de como minha vida seria se eu não tivesse me separado. Mas logo em seguida, eu me proíbo de entrar no modo arrependimento. Se eu tivesse ficado, minha vida seria um tédio previsível. Eu não teria ido ao show do M&K e o Rio de Janeiro seria apenas um destino num feed de Instagram, não uma lembrança na minha pele. Então, tecnicamente, reclamar agora é um desperdício de energia. Mas a verdade nua e crua? Ser sozinha é um saco. Eu sigo esperando, com uma convicção quase irritante, que alguém me aconteça. Sim, essa é a palavra. "Aparecer" é para amadores. Qualquer um aparece na sua frente na fila do mercado. Eu preciso de alguém que seja um acontecimento . Um fenômeno. Alguém que não apenas me veja passar, mas que me enxergue de verdade com todos os meus defeitos e essa minha mania de racionalizar tudo. Agora são meia-noite e pouco. Estou num b...
Leia Ouvindo - Growing Pains Sabe aquele final de filme onde o protagonista é jogado na traseira de uma viatura, com aquela cara de "o que foi que eu fiz?" , enquanto a vizinhança inteira assiste de camarote? Pois é. Bem-vindos ao meu dia 30 de dezembro de 2025. Eu me sinto exatamente assim: algemada, condenada por uma série de decisões questionáveis e prestes a ser fichada pelo destino. A pior parte? Ninguém está realmente olhando, mas o peso da culpa no meu peito é tão real que eu quase consigo ouvir o som das sirenes. Estou escrevendo isso porque decidi que essa energia de "detenta do próprio erro" fica aqui. Não vai passar da meia-noite. Se eu for analisar o VAR, 2025 foi... intenso. Teve menos drama de choro, mas em compensação, o nível de loucura e inconsequência subiu uns dez degraus. Errei? Sim. Me arrependi? Com certeza. Mas quer saber? Viver deve ser esse caos mesmo. O truque que eu ainda estou te...