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Mostrando postagens de maio, 2025

O Jogo Perdido (ou: A Cilada do "Coroão" Misterioso)

Leia ouvindo : Why’d You Only Call Me When You’re High – Arctic Monkeys Se o Melchiorre foi um aquecimento ruim, o Calahan foi aquele jogo de campeonato onde o seu time nem entra em campo. O nome? Sexy. Calahan soa como um lorde britânico ou um agente da CIA que vai te salvar de um sequestro em uma noite de neblina. Na vida real, ele era apenas um cara de quarenta e poucos anos que mandava "bom dia" como se fosse bater ponto no RH da minha carência. Passamos semanas naquela tensão virtual, trocando mensagens que prometiam um banquete, mas que, no fundo, mal entregavam um lanche natural. O Convite (O "Audível" de Última Hora) Sábado à noite. Eu estava no supermercado, no auge do meu glamour entre o corredor de amaciantes e o de papel higiênico, quando o celular vibrou. Dessa vez, não foi texto. Foi um áudio. A voz era grave, calma, o tipo de voz que te faz pensar em lençóis de fios egípcios e decisões impulsivas. “Tava pensando em beber algo... anima?” A chama acende...

O Erro (ou: Como Não Ter um Date de Sábado)

Leia ouvindo : Paparazzi - Lady Gaga Existem níveis de ruindade para um encontro, e o Melchiorre acabou de inaugurar uma categoria nova: o "Puta que pariu, eu podia estar dormindo" . Tudo começou com um nome de batismo que parecia ter saído de um romance histórico de banca de jornal. Melchiorre. O cara era uma enciclopédia ambulante: engenheiro, professor, educador físico e escritor. No papel? Um partido. Na vida real? Um combo do McDonald's que vem sem o hambúrguer e com a batata murcha. O "Aquecimento" Sábado, duas da tarde. Eu estava naquela vibe pós-banho, alma limpa, pronta para o meu ritual de beleza que envolve mais paciência do que eu dedico à minha vida financeira. Toalha na cabeça, hidratante no corpo e uma playlist de confiança. O celular vibra. “Melchiorre mandou 2 mensagens.” Ele queria cinema. Às 21h20. Com direito a drinks antes. Olhei para o espelho e pensei: Por que não? Eu estava em uma seca emocional tão grande que até um cara que se recusa a...

O risco de imaginar você

Dizem que o primeiro sinal de derrota é começar a decorar um terreno que você ainda não conquistou. E aqui estou eu, em pleno domingo, agindo como se estivesse mapeando o território inimigo, quando, na verdade, estou apenas escrevendo para um fantasma. É domingo. O dia em que a minha armadura de eficiência aquela que meu ascendente em Virgem poliu com tanto cuidado começa a apresentar rachaduras. Minha lua em Capricórnio está gritando para eu voltar a organizar planilhas, mas minha alma geminiana? Ela é uma rebelde sem causa que decidiu abrir um vinho e convocar você para o papel principal de um roteiro que ainda nem saiu da primeira página. Você. O cara que não tem nome, nem rosto, nem um @ para eu investigar até descobrir o nome do seu primeiro cachorro. Mas você já está aqui, infiltrado nas minhas playlists e bagunçando o silêncio do meu apartamento enquanto eu enceno diálogos mentais entre um gole e outro. Essa é a minha bandeira branca para o "quase". O meu reconheciment...