Ninguém te avisa que o primeiro dia depois de encerrar um ciclo parece um pós-jogo que você não pediu pra jogar. Você acorda, olha pro teto, respira… e pensa: “ok. agora eu sou só eu. e eu preciso lidar com isso”. E de repente, qualquer sinal mínimo de interesse genuíno já aciona o modo fuga. Porque antes eu entrava de coração aberto… e levei pancada emocional o suficiente pra aprender que confiar rápido é pedir pra se lascar. Toda vez que alguém vai embora, uma parte da gente vira concreto armado. E o que não vira concreto, a gente empacota e joga longe junto com a pessoa. Dizer adeus ficou simples. Complicado é acreditar que eu mereço alguém que trate o meu mínimo como mínimo… e não como luxo. Eu construí muros. Não cercas. Muros. Altos. Espessos. Sem janela. É meu jeito de não deixar mais ninguém brincar com a minha vulnerabilidade como se fosse brinde de aniversário. E quer saber a parte mais louca? Ser só parece mais seguro. E se isso soa egoísta pra alguém… ótimo. Pelo m...
Um espaço onde o caos do coração é traduzido em palavras tortas e sensíveis, como quem escreve para se entender, mesmo que nunca se entenda por completo. Devaneios são fugas, mas também sua verdade, e seus desvarios, a forma mais crua de ser. Aqui, cada frase pulsa como um eco de suas incertezas, onde as lágrimas se transformam em riso e o amor se esconde na dor. É um lugar onde quem se perde, se encontra, e onde quem já amou demais, se permite amar mais uma vez.