Acho que nunca estive tão sozinha. É o tipo de solidão que ecoa, sabe? Todo santo dia minha mente insiste em projetar o filme de como minha vida seria se eu não tivesse me separado. Mas logo em seguida, eu me proíbo de entrar no modo arrependimento. Se eu tivesse ficado, minha vida seria um tédio previsível. Eu não teria ido ao show do M&K e o Rio de Janeiro seria apenas um destino num feed de Instagram, não uma lembrança na minha pele. Então, tecnicamente, reclamar agora é um desperdício de energia. Mas a verdade nua e crua? Ser sozinha é um saco. Eu sigo esperando, com uma convicção quase irritante, que alguém me aconteça. Sim, essa é a palavra. "Aparecer" é para amadores. Qualquer um aparece na sua frente na fila do mercado. Eu preciso de alguém que seja um acontecimento . Um fenômeno. Alguém que não apenas me veja passar, mas que me enxergue de verdade com todos os meus defeitos e essa minha mania de racionalizar tudo. Agora são meia-noite e pouco. Estou num b...
Um espaço onde o caos do coração é traduzido em palavras tortas e sensíveis, como quem escreve para se entender, mesmo que nunca se entenda por completo. Devaneios são fugas, mas também sua verdade, e seus desvarios, a forma mais crua de ser. Aqui, cada frase pulsa como um eco de suas incertezas, onde as lágrimas se transformam em riso e o amor se esconde na dor. É um lugar onde quem se perde, se encontra, e onde quem já amou demais, se permite amar mais uma vez.