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Nota mental: 2026 não aceita criminosas (mesmo as que não sabem o que fizeram)

              Leia Ouvindo - Growing Pains

Sabe aquele final de filme onde o protagonista é jogado na traseira de uma viatura, com aquela cara de "o que foi que eu fiz?", enquanto a vizinhança inteira assiste de camarote?

Pois é.


Bem-vindos ao meu dia 30 de dezembro de 2025.


Eu me sinto exatamente assim: algemada, condenada por uma série de decisões questionáveis e prestes a ser fichada pelo destino. 

A pior parte?

Ninguém está realmente olhando, mas o peso da culpa no meu peito é tão real que eu quase consigo ouvir o som das sirenes.


Estou escrevendo isso porque decidi que essa energia de "detenta do próprio erro" fica aqui. Não vai passar da meia-noite.


Se eu for analisar o VAR, 2025 foi... intenso.

Teve menos drama de choro, mas em compensação, o nível de loucura e inconsequência subiu uns dez degraus.

Errei? Sim. 

Me arrependi? Com certeza.

Mas quer saber? Viver deve ser esse caos mesmo. 


O truque que eu ainda estou tentando aprender é parar de agir como se eu estivesse em um rali e começar a ouvir mais a minha própria voz. Amar devagar. Ser honesta comigo mesma, mesmo quando a verdade é um soco no estômago.


Honestidade é o novo preto, e eu pretendo usar essa cor o ano inteiro.


Mas nem tudo foi um episódio de Lei & Ordem. Eu saí do meu estado pela primeira vez, realizei desejos que estavam mofando na minha lista, finalizei ciclos que já deveriam ter morrido há eras e, milagre dos milagres: aprendi a gostar da minha própria companhia. Escrevi muito, criei música e ressignifiquei dores que eu achava que seriam eternas.


Para o próximo ano, meu contrato comigo mesma tem cláusulas bem específicas:


1. Nada de terminar o ano em viaturas (reais ou metafóricas).


2. Me apaixonar de verdade e deitar o cabelo na carreira.


3. Priorizar o que é inegociável.


4. Ser uma mãe e filha presente (menos álcool, zero cigarro, mais igreja).


5. Praticar um esporte e descobrir que estar viva não precisa ser um esporte radical de autodestruição.


Eu quero o êxtase, quero a adrenalina, mas quero chegar viva e inteira no final da festa. Sem maratonas desnecessárias, sem me matar só para sentir o coração bater.


2026, pode vir. Mas vem de leve, porque eu já paguei minha fiança.