A cruz era minha - Ella Belizzato
Deus prometeu que as águas não mais inundariam a terra para nos destruir, mas a justiça exigia um preço. O pecado não foi varrido para debaixo do tapete; ele foi depositado sobre os ombros de Alguém que nunca conheceu a mancha da maldade. No Getsêmani, a agonia não era apenas o medo da dor física, era o peso espiritual de se tornar aquilo que Ele mais detestava: o próprio pecado.
Como entender um amor que faz o suor se transformar em sangue?
A ciência chamaria de hematidrose, mas para Ele, era o custo da nossa salvação .
Jesus não estava apenas ansioso; Ele estava enfrentando a fúria que era destinada a nós. Ele viu cada rosto do assassino ao traidor e decidiu que valia a pena.
Barrabás, um criminoso condenado, saiu livre. Jesus, a personificação da inocência, ocupou seu lugar
A cruz não foi fabricada para Jesus.
Ela tinha a medida exata da nossa rebeldia. Era o nosso patíbulo, mas Ele a tomou como se fosse Sua propriedade.
Ele se entregou. Não houve fuga, não houve resistência armada. Houve apenas a aceitação voluntária da vontade do Pai.
Naquela cruz, o Criador sentiu o que é ser criatura. Ele sentiu a sede, o frio da nudez pública e o rasgar da carne sob o chicote. Ele foi humilhado e cuspido por aqueles cujos pulmões Ele mesmo sustentava com fôlego de vida.
O silêncio de Deus diante do escárnio é a resposta mais poderosa que existe. É a prova de que a misericórdia não precisa de defesa; ela se prova no sacrifício.
Muitas vezes olhamos para Pedro com julgamento, mas quantas vezes somos nós que negamos Jesus no calor dos nossos interesses?
Quantas vezes o trocamos por "moedas" de prazer momentâneo?
Quantas vezes nosso silêncio diante do erro é a nossa própria negação no pátio?
O amor que Jesus demonstrou não foi um sentimento passageiro ou uma emoção suave. Foi uma decisão de guerra.
É colocar a vida do outro acima da sua, mesmo quando o outro não merece,amar apesar da traição, apesar da dor e apesar da ingratidão.
Se a situação fosse inversa, nossa natureza humana provavelmente clamaria por justiça própria. Mas Ele clamou por perdão. A crucificação não foi apenas um evento histórico; foi o momento em que o Amor provou que é mais forte que a morte e que a nossa culpa.
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